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Coluna Jorge Barros: No Reino do Faz-de-Conta, o Brasil, o coronavírus é a causa de todas as mortes

28/6 Coluna Jorge Barros: No Reino do Faz-de-Conta, o Brasil, o coronavírus é a causa de todas as mortes

O grande escritor Érico Veríssimo, na sua obra Solo de Clarineta, deixa-nos uma magnífica lição. Ei-la: Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que um escritor pode fazer , numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto. ÉRICO VERÍSSIMO (Solo de Clarineta). A literatura, a escrita, as palavras e as letras do nosso idioma são propriedades dos brasileiros, e não de governadores, prefeitos e outros políticos bandidos e saqueadores dos cofres públicos. Eis a razão de tantas denúncias, em concordância com o grande escritor acima aludido. No Brasil, em situação de calamidade pública, uma região mais afetada recebe mais recursos do governo federal para que a calamidade seja debelada o mais rápido possível. Vidas que se vão não retornam mais. Em meio a pandemia causada por mais uma peste chinesa (o coronavírus), governadores e prefeitos e outros políticos, confessos opositores ferrenhos ao presidente Jair Messias Bolsonaro, resolveram saquear os cofres públicos, utilizando uma tática bandida e criminosa bem ao estilo deles: MORTES SÓ POR CORONAVÍRUS. Por mais de três meses, no reino do faz-de-conta, o Brasil, temos a doce ilusão de que mortes causadas por tuberculose, câncer, acidentes de trânsito, acidente vascular cerebral ( avc), cirrose hepática, Alzheimer, aneurisma, parada cardíaca, pancreatite aguda, dengue, zika vírus, Chikungunya, acidentes domésticos, AIDS, assassinatos, hemorragia digestiva, pedras nos rins, tétano, leptospirose, eclampsia, leucemia, bronquite, pneumonia, asma, infecção intestinal, hemorragia cerebral, afogamentos, picadas de animais peçonhentos, hepatite etc, foram todas suspensas. Para esses pássaros da meia-noite e produtores de cadáveres quentes, somente uma causa mortis nos atestados de óbito: COVID – 19, doença causada pelo novo coronavírus. Navegue nas redes sociais para saber quem são eles; você ficará surpreso, muito surpreso. Nas redes sociais também você verá relatos dramáticos de famílias protestando contra atestados de óbitos falsos, forjados, emitidos por quem de direito, a mando de médicos não menos bandidos e criminosos que compactuam com esses prefeitos e governadores. Eles estão fazendo farra com o dinheiro público e deixando muitos doentes de COVID - 19 morrerem sem o atendimento médico devido. Mas as verdades estão vindo à tona, graças ao trabalho investigativo da polícia federal. Algumas simulações de mortes por COVID - 19 no Reino do Faz-de-Conta: † José de Carvalho M. C. Souza, 67 anos, motorista, casado, vítima de um câncer de próstata, mas, no atestado de óbito consta COVID -19, por ordem de um governador de um dos estados do nordeste; † Lúcia Ribeiro G. R. de Albuquerque, 87 anos, aposentada, viúva, vítima de um acidente vascular cerebral (avc), mas, no atestado de óbito consta COVID -19, por ordem de um secretário de saúde de um dos estados do nordeste; † Raul Oliveira V.N. Amorim, 63 anos, casado, jardineiro, vítima de uma parada cardíaca, mas, no atestado de óbito consta COVID - 19, por ordem de um prefeito de um dos municípios do estado da Bahia; † Maria Albuquerque F.S. Santos, 49 anos, empregada doméstica, casada, vítima de insuficiência respiratória, mas, no atestado de óbito consta COVID -19, por ordem de um secretário de saúde de um dos municípios do estado da Bahia. Você deve ter entendido muito bem o jogo das palavras desta última narrativa. Um aviso aos criminosos forjadores: Quem se enriquece com a tragédia e a morte dos outros, a tragédia e a morte jamais se apartarão de sua casa. Breve nesta coluna: Finalmente, prenderam o Queiroz! A noite de horror e macabra é deles, mas o romper da aurora (o novo amanhecer) será nosso. Livros e filmes indicados nesta coluna. Livros: 1. Admirável mundo novo, do escritor Aldous Huxley, e tradução de Felisberto Albuquerque. Uma distopia clássica que abala todas as estruturas das civilizações antigas e modernas. Editora Abril Cultural, São Paulo, 1980; 2. Germinal, do escrito francês Emile Zola. Uma obra prima do naturalismo francês. Editora Abril Cultural, São Paulo, 1972. Filmes: 1. Romeu e Julieta (1996), uma adaptação livre e moderna da tragédia de Shakespeare, de mesmo nome. Dirigido por Baz Luhrmann, com Leonardo DiCaprio, Claire Danes e grande elenco. Indicado ao Oscar de melhor direção de arte pela Academia de Cinema de Hollywood, em 1996. 2- Pollock (2000), a saga do maior pintor expressionista da América. Dirigido por Ed Harris, com o próprio Ed Harris e Marcia Gay Harden. Premiado com o Oscar de melhor atriz coadjuvante para Marcia Gay Harden. Boas leituras e um bom divertimento.

Professor Jorge Barros.

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