Coluna Jorge Barros: Por que ir ao teatro

Terça-Feira, 10/09/19

Ir ao teatro não deve ser uma pratica só de entretenimento, nem de diversão e emoções baratas, e, muito menos de passatempo em uma noite de tédio. O teatro, desde sua criação - não sabemos o século, o ano, o mês, o dia, a hora, o lugar - sempre fascinou o homem (o espectador) porque, no palco ou na rua, onde ele é encenado, esse mesmo homem se vê representado de uma maneira realista, absurda e ilusória. O homem (o espectador), no teatro, vê o retrato de si mesmo; ele consegue tomar consciência de sua realidade. Em etapas, ele consegue perceber, no palco, todas (ou quase todas) as suas ações (boas e más) para se quiser, fazer uma autorreflexão e uma reflexão da vida. O teatro não muda o mundo, pessoas mudam; o teatro não transforma o homem, apenas indica caminhos para a transformação do homem; o teatro não faz o papel da consciência humana, ele apenas propõe uma nova consciência para o homem, que, a partir dessa nova consciência, também entra em cena. Este pensamento não é meu, é do grande bardo (poeta) e dramaturgo William Shakespeare: O mundo inteiro é um palco e todos os homens e mulheres não passam de meros atores. Eles entram e saem de cena; e cada um no seu tempo representa diversos papeis. Sempre que você puder, vá ao teatro. E, quando você for ao teatro, vista-se com a sua melhor roupa e ponha todos os complementos possíveis. Banhe-se também com o seu melhor perfume. Este ato (talvez muitos não percebam) é uma celebração ao teatro; e o teatro agradece. Você veio ao mundo para ser feliz, e não para viver como um ser traumatizado, complexado, amargurado, frustrado e desgraçado. A vida é bela e fugaz; e o nosso universo está em desencanto. Mas, apesar de tudo, há sempre um jardim com rosas e orquídeas logo ali. Foto desta coluna: Teatro Municipal de São Paulo, em uma noite de encenação da Ópera Rigoletto, de Giuseppe Verdi. Quando veremos esse belo trabalho em Jequié? Quando teremos teatro em Jequié? Dicas de filmes e peças de teatro nesta coluna. Filmes: 1. Laços de ternura (Terms of Endearment)/1983, drama. Dirigido por James L. Brooks, e premiado com os Oscar de melhor ator coadjuvante (Jack Nicholson), atriz (Shirley MacLaine), roteiro adaptado, diretor e filme; 2. Amadeus (Amadeus)/1984, drama- fábula sobre a vida de Wolfgang Amadeus Mozart. Dirigido por Milos Forman, e premiado com oito Oscar da Academia de Cinema, dentre eles de ator (F. Murray Abraham, numa performance arrasadora), roteiro adaptado, diretor e filme. Peças de teatro: 1. Júlio César (livro de boço), de W. Shakespeare, Editora L&PM POCKET; 2. Entre quatro paredes, de Jean – Paul Sartre, Editora ABRIL CULTURAL. Boas leituras e uma boa diversão com os filmes indicados.
Professor Jorge Barros.

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