Coluna Jorge Barros: Cinema e Sociedade

Terça-Feira, 08/10/19

O cinema é a arte mais popular por excelência. Quem dúvida disso? Algum país pode abdicar desse meio de comunicação tão direto e prático, sem sofrer a correta punição da história sociocultural do homem? O cinema é uma arte ao alcance de multidões em um determinado dia e em uma determinada hora, em diversas civilizações, simultaneamente. Não bastasse essa definição suprema e icônica, o cinema é a única arte cuja data de nascimento todos conhecem. Não se sabe a data do nascimento da literatura, da música, da ópera, da dança, do teatro e das artes plásticas (artes visuais, no conceito contemporâneo), mas do cinema, sim. Exatamente no dia 28 de dezembro de l895, os irmãos Auguste e Louis Lumière, no Saaon Indien do Grand Café, no Boulevard des Cupucines da nostálgica Paris, fizeram uma belíssima apresentação pública de seu genial e inovador invento: o cinématographe. Assim nasceu o cinema; assim veio ao mundo a sétima arte, a arte mais revolucionária e rendosa de todos os tempos. Essa inusitada demonstração durou exatos 20 minutos, 1.200 preciosos segundos. E, durante esses momentos de prazer e perplexidades explícitas, um pequeno e seleto público deliciou-se com dez filmes gravados por câmera imóvel e com algumas cenas panorâmicas (cenas abrangendo paisagens inteiras) em preto e branco, obviamente. Segundo vários registros históricos, a primeira película exibida captou, dentre outras cenas, a movimentada saída de operários de uma fábrica da própria família Lumière. De lá para cá, o cinema tem muitas histórias para contar; tem muitos relatos para exibir; tem muitas curiosidades para revelar ao seu fiel e exigente público. Quando em Jequié teremos cinema novamente? Esse tema será abordado em outras colunas. Filmes indicados: 1. Tempos modernos ( Modern Times)/1936, de Charles Chaplin. Um dos melhores dramas produzidos pelo genial e icônico Carlito (Chaplin); Como era verde o meu vale (How Green Was My Valley) / 1941, de John Ford, categoria drama. Premiado com os Oscar de melhor filme, diretor (o terceiro Oscar para Ford), fotografia em preto e branco, direção de arte em preto e branco, e ator coadjuvante (Donald Crisp); 3. A garota do adeus (Goodbye Girl), de Herbert Ross, categoria drama. Premiado com o Oscar de melhor ator (Richard Dreyfuss). Boa diversão com muita reflexão.
Professor Jorge Barros.

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Neto Quinta-Feira, 10/10 às 19:10

Gostem ou não o prof Jorge emite sua opinião e não se cala. Parabens. Precisamos ouvir todos. TMJ, Barros.
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JEQUIEENSE INDIGNADO Quinta-Feira, 10/10 às 14:10

INTERNAUTAS: Ainda existem pessoas inúteis que querem denegrir pessoas úteis para a nossa sociedade. Jorge, continue! sabemos que os medíocres não querem ver um País melhor. Preferem fazerem críticas covardes e inúteis.
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Neto Quarta-Feira, 09/10 às 18:10

Mais, Sócrates? Será?
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Sócrates Terça-Feira, 08/10 às 23:10

Gosto muito deste blog, mais quando aparece esse cara estraga tudo . Ele so fala m****
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