Você ainda terá coragem de escolher seu deputado federal (parte III)

Terça-Feira, 07/08/18

Este texto é exclusivamente dedicado a Ma. Ro., que combate veementemente o tema em questão, com o argumento de que a minha visão sobre o mesmo é negativa, nociva, inútil e oportunista. Tudo bem com você, Ma. Ro.? Como vai o velho? Diz-se que a sabedoria costuma sempre calar a voz dos tolos, logo, é preciso relatar o que interessa a todos aqueles que desejam um Brasil melhor, um Brasil com pelo menos 50% da justiça humana. Nas partes I e II abordou-se sobre muitas das regalias da doce vida dos deputados federais em Brasília, enquanto milhões de brasileiros que foram às urnas escolhe-los como representantes da nação tentam sobreviver com um salário irrisório (o salário mínimo). Para os desempregados, salário mínimo é riqueza, é luxo, obviamente. Outros crimes e contradições dos deputados malandros e corruptos que devem ser denunciados, ainda que Ma. Ro. não queira. Você, eleitor e leitor consciente desta coluna, já se perguntou alguma vez pelas ações políticas e pelas práticas republicanas dos chamados deputados federais da tal esquerda brasileira, na câmara dos deputados? No tocante às urgias com o dinheiro dos nossos impostos, você também já se perguntou por que eles ficam calados, omissos e coniventes em relação aos crimes dos chamados deputados da direita brasileira? Os chamados deputados da esquerda brasileira, se você não se lembra, são aqueles que se elegeram com inflamados discursos de oposição à ideologia da direita, que se diziam e se dizem socialistas e partidários da igualdade e da extinção da propriedade privada, que almejam implantar o socialismo no Brasil à moda cubana e venezuelana, que adoram hostilizar os militares do período 1964-1985, que condenavam a corrupção no sistema político etc. Estão calados, permanecem omissos e são coniventes com a sujeira porque também participam dela. Na tal reforma política feita por estes deputados, você sabia que, uma boa fatia do dinheiro público que deveria ir para a saúde, para a educação, para a segurança e para outras áreas, irá beneficiar a campanha política dos mesmos nas eleições deste ano (o imoral fundo partidário). Diante de tantos crimes (relatados e não relatados) cometidos pelos deputados da direita e da esquerda brasileira, conclui-se que: no filme sobre os deputados federais em Brasília, pouquíssimos (algo em torno de 2%) têm as mãos limpas, ou seja, pouquíssimos não são terríveis bandidos oportunistas e lacaios do dinheiro público. Câmara dos deputados, um bordel de centésima categoria que precisa ser fechado urgentemente. Só irei à urna escolher um deputado federal depois do fechamento deste prostíbulo imundo e da escrita de uma nova Constituição, porque a que aí está já exala mau cheiro há muito tempo. Faça isso também, não dê atenção aos comentários de Ma. Ro.

Por um voto em branco, você está dizendo que você tem uma consciência política, mas você não concorda com qualquer um dos partidos existentes.

José Saramago



Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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