Uma escrava na corte de Michel Temer

Hoje, 10/11/17

Uma escrava na corte de Michel Temer



Não, não é a escrava Isaura; é outra escrava. Quando se pensava que se sabia de tudo, que se entendia de tudo, que já se tinha visto de tudo, e que nada mais seria revelado sobre as maldades no reinado de Brasília no que tange às agressões aos trabalhadores e aos fieis pagadores de impostos e às mordomias dos ministros da corte de Michel Temer, eis que a imprensa nos assombra e apavora com as reivindicações e declarações bombásticas da ministra dos Direitos Humanos, a senhora Luislinda Valois, do PSDB; uma representante da nossa raça negra no ministério do presidente. Pasme você: a ministra reivindicou ao governo um acúmulo de salários, que, se fosse aprovado, ultrapassaria R$ 61.000,00 (a soma do salário de ministro com o seu salário de desembargadora aposentada). Reivindicar reajuste de salário não custa nada, ou quase nada. Mas, no caso da ministra, o que chocou o Brasil inteiro foi a justificativa para o sonhado reajuste. Ela elaborou um dossiê de dezenas de páginas tentando provar por a + b, ou x +y, que não pode exercer o cargo de ministra e receber um salário irrisório de R$ 3.292,00, pois se considera uma escrava (que escrava!) na corte de Michel Temer (o presidente mais impopular da história da república, pelo menos até hoje). A senhora Luislinda Valois precipitou-se em reivindicar um polpudo salário, mas não se lembrou (será?) de que é desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia e recebe uma remuneração de R$ 30.400,00. O valor reivindicado por ela ultrapassa o teto máximo pago a um servidor público, que é de R$ 33.700,00. O salário de R$ 3.292,00, depositado na conta da ministra todo o mês, é penas o complemento para que o teto máximo não seja ultrapassado. Uma dramática pergunta que não quer calar: Se a senhora Luislinda Valois, que recebe um salário de R$ 33.692,00 e desfruta de todas as regalias e mordomias concedidas aos ministros da corte de Michel Temer se considera uma escreva, como se consideram os milhões de negros que estão desempregados, subempregados e marginalizados em favelas e periferias, sofrendo os terríveis efeitos da fome, da violência urbana, da discriminação racial, do preconceito generalizado e da criminalidade do dia-a-dia? Este é mais um episódio que seria cômico se não fosse trágico e um dos quadros patéticos da famosa Comédia de Erros, de William Shakespeare. Repriso: Chegou a hora de os brasileiros cercarem Brasília (a grande loja dos horrores), ou então jamais veremos a Primavera da Política Brasileira, isto é, permaneceremos no mais denso inverno.



Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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Viliano Lopes Terça-Feira, 14/11 às 15:11

Os milhões de desempregados esperam 'reeleger' o 9 dedos para roubar mais à todos. Segurança, transporte, hospedagem e outras benesses o Lula recebe todos os meses. Quem paga? Todos os que laboram de alguma maneira nesse Brasilzão.
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