UM AEROPORTO DE VERDADE, UMA JEQUIÉ PRÓSPERA, MAS SÓ NO PASSADO

Segunda-Feira, 13/05/19

O aeroporto Vicente Grillo já não existe mais, hoje é terminal aeroviário (terminal a serviço de quem?), e Jequié segue em ritmo de decadência; em ritmo de estagnação. Adeus à cidade que em um tempo, em um glorioso tempo, mais precisamente nas décadas de 40 e 50, alcançou o status de terceira maior cidade do interior da Bahia; perdendo posições no ranking de desenvolvimento socioeconômico apenas para Salvador e Feira de Santana. No passado, o seu aeroporto era motivo de orgulho dos jequieenses, e também era um dos vetores que fomentavam a sua efervescente economia. Empresários, comerciantes, artistas, profissionais das demais áreas e outras personalidades utilizavam-no para intercâmbios comerciais, empresariais, sociais, culturais e artísticos, para o progresso não só de Jequié, como também o da Bahia e o do Brasil. Mas hoje, além de não ser mais um aeroporto, é um ridículo terminal aeroviário, que só serve a uma classe política miserável, estúpida, corrupta e decadente, e que envergonha a Cidade Sol. O retrato de seu abandono é visível a olho nu. Às escuras, noite após noite, ele agoniza em densas trevas. O último episódio prova esse abandono e essa escuridão. Um pouso de risco, na noite do último domingo, 12, com o cantor Amado Batista, por pouco não resultou em uma tragédia; por pouco não resultou em uma desgraça responsável por dezenas de vítimas fatais, incluindo a vida do próprio cantor. Jequieense, não lhe comove isso? No passado, o Aeroporto de Jequié era um dos símbolos do seu progresso. No presente, o Terminal Aeroviário de Jequié é um dos símbolos da sua vergonha e decadência. As diversas reportagens da mídia televisiva e não televisiva atestam essa pobre e humilhante realidade. Compare a foto desta coluna com uma foto do atual decadente Terminal Aeroviário de Jequié.

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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