Rede de intrigas – Eleição para presidente 2018

Quinta-Feira, 05/07/18



Está chegando a hora. No ar, vestígios de farpas políticas, de intrigas políticas. Bom seria se fosse uma rede de trabalho (network), em vez de uma rede de intrigas; bom seria se fosse uma competição envolvendo homens de bem, sinceros, em vez de uma competição envolvendo homens sujos, homens sem caráter; bom seria se fosse um pleito envolvendo políticos com a intenção de honrar a Constituição como um todo, em vez de uma competição envolvendo políticos que planejam desonrar a Constituição, que planejam enxovalhá-la. A cadeira mais desejada deste país, a cadeira de presidente, a partir do dia 07 de outubro, dará sinais do seu futuro dono no quadriênio 2019 - 2022. Para poder sentar-se nessa cadeira, já está valendo tudo (ou quase tudo). O jogo bruto já teve o seu trágico início, norteado por mentiras, acusações, infâmias, subornos, desonras, enganos, trapaças, conchavos, alianças espúrias etc. É o que se pode chamar de uma rede de canalhices (de intrigas). Tudo em nome do poder, mas nunca em nome de um governo para os miseráveis, para os descamisados entregues à própria sorte. Todos sabem que o Brasil está falido, quebrado. Mas 17 candidatos de diversos partidos da direita canalha e da esquerda bandida (nunca é demais frisar isso) pretendem governar este país que, nos últimos 05 anos, vem exibindo um Produto Interno Bruto (PIB) minguado, isto é, pífio, maroto. Só isso? Quem dera! Outras mazelas do Brasil descoberto por Pedro Alvares Cabral: dívida interna lá nas alturas, desequilíbrio fiscal para assombrar qualquer país serio deste planeta, máquina pública inchada e desgovernada, desemprego em massa, falta de investimento em infraestrutura, corrupção política e administrativa para dar, emprestar, leiloar e vender etc. Sendo assim, por que 17 candidatos se engalfinham à frente e por trás dos bastidores para governar este país que, desde 1985, não tem um presidente digno de seu nome? A resposta você terá na próxima coluna, se é que você já não a tem. Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública querem (Bertolt Brecht).

Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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