Recortes da Memória – lembranças da Velha Praça Rui Barbosa

Quinta-Feira, 10/08/17



Oh! Que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais!... Certamente muitos jequieenses que viveram as glórias da velha Praça Rui Barbosa, ao contemplar a foto desta coluna, recordam-se do belo poema de Cassimiro de Abreu, Meus oito anos, que retrata sonhos da infância em uma época que não se recupera mais. Muitos jequieenses ouviram de seus pais o seguinte convite: Meu filho, vamos passear na Praça Rui Barbosa. Assim era a velha Praça Rui Barbosa: silenciosa, calma, serena, bucólica, humana. Nesses bons tempos, os seus jardins bem cuidados e a higiene sempre presente, enchiam de orgulho os jequieenses que por ela passavam e passeavam, e que em seus bancos “tiravam um dedo de prosa”. Praça Rui Barbosa com seus velhos casarões, jardins bem cuidados, ônibus antigos (marinetes) e o silêncio de uma civilização, que muito contribuíam para o humanismo e a qualidade de vida. Ao fundo, em um dos velhos casarões, hoje, está localizado o Hotel Bizzon. Você será capaz de localizá-lo? O pensador Cícero já dizia: Embora seja curta a vida que nos é dada, é eterna a memória de uma vida bem empregada.

Professor Jorge Barros.

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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