Para tudo se acabar na quarta - feira, 14, parte II

Sexta-Feira, 16/02/18

Para tudo se acabar na quarta - feira, 14, parte II

O show já terminou e o povão voltou à realidade. Mas este show não foi gratuito. Muitas vidas tombaram em diversas estradas; muitos foliões ensanguentados, com hematomas, tiveram que dar entrada em diversos prontos – socorros; milhares de toneladas de lixo espalhadas nas ruas foram urgentemente coletadas e jogadas em lixões; milhares de foliões perderam o emprego porque priorizaram mais o samba, o suor e a cerveja do que o cumprimento da escala no seu dia de trabalho; a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis vai deixar preocupação na cabeça de muitos foliões etc. E agora? Viver com a cruel realidade. Mesmo porque, depois do carnaval têm futebol e dezenas de programações festivas até o dia 31 de dezembro. Que o povão tem o direito de se divertir e de comparecer aos estágios para torcer pelo seu time favorito, não resta a menor dúvida. A vida do homem é a soma de trabalho + lazer + diversão. Mas o que preocupa é a alienação desse povão em meio a tanta diversão, a tanta euforia. As TVs mostraram ruas, praças e avenidas abarrotadas de foliões se esbaldando durante todo o reinado de momo. As ruas, avenidas e praças das cidades de Salvador, São Paolo, Recife e de Olinda (eternamente linda!), mostraram, inquestionavelmente, a força dos foliões, a mobilização das massas, para o doce deleite de um prazer efêmero, fugaz. Como sonhar não custa nada, ou quase nada, que tal sonhar com a mobilização desses foliões, dessas massas, para o cerco a Brasília - o centro dos bordeis e prostíbulos de organizações políticas de todos os partidos, em detrimento e da desmoralização da Constituição Brasileira? Já dizia um grande pensador: Quando os cidadãos se comportam como ovelhas, lobos assumem o poder. Para você refletir hoje, amanhã e sempre.

Professor Jorge Barros.

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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