O Rio de Janeiro em transe, em vez do Rio de Janeiro continua lindo (capítulo 3)

Hoje, 05/03/18



Já dizia o grande Brecht: Para quem tem boa posição social, falar de comida é coisa baixa. É compreensível, eles já comeram. Quanto à intervenção federal no Rio de Janeiro: Para quem vive em condomínio de luxo cercado de caríssimos recursos tecnológicos de segurança, não se levanta às 4h da manhã para ir ao trabalho, viaja de carro próprio e blindado e vive longe de balas perdidas e da mira de Fuzis AR-15 de bandidos e traficantes, condenar a presença de militares nas ruas é fácil, é romântico, é sonhador. É compreensível, ele nunca viu alguém de sua família tombar em uma poça de sangue, vítima fatal da ação de criminosos que aterrorizam uma cidade que um dia já foi maravilhosa. Canalhas, hipócritas e inconsequentes são todos aqueles que, em nome de uma rixa política, de um partido político e de uma ideologia de esquerda vagabunda, escrota e criminosa, não enxergam o óbvio, não têm a vida dos outros em primeiro plano; e por isso se dão o luxo de serem contra, de vomitarem aberrações e de votarem contra a intervenção. E quanto aos deputados e senadores que votaram contra a intervenção federal no Rio de Janeiro, oxalá a resposta seja dada nas urnas no dia 07 de outubro, isto é, que sejam todos eles fragorosamente derrotados. A história costuma ser implacável com os traidores da própria história. Segundo pesquisas recentes, 84% dos cariocas entrevistados são favoráveis à intervenção, porque ela, apesar dos erros, é a esperança daqueles que vivem no vale da sombra da morte, no vale das almas perdidas; e a esperança, também para eles, é a última que morre. Apesar da bandidagem, das falcatruas e dos desvios de conduta do infeliz Michel Temer (Em 2014, pela segunda vez, quem o colocou no poder?), torço para que tudo dê certo e para que a morte trágica não seja mais uma constante na vida dos nossos irmãos cariocas. Mais Brecht para os políticos e não políticos falsos moralistas e esquerdistas inconsequentes: Apenas a violência pode servir onde reina a violência, e apenas os homens podem servir onde existem homens.

Professor Jorge Barros.

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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