O Rio de Janeiro em transe, em vez de o Rio de Janeiro continua lindo (capítulo 6, o último).

Segunda-Feira, 30/04/18

O Rio de Janeiro em transe. Hoje, talvez sim, talvez não, porque não temos mais notícias ( sobre o tema em pauta) da cidade que um dia foi maravilhosa. Os opositores da intervenção federal não divulgam mais com excessiva intensidade chantagens e sensacionalismo barato; não mais exibem fotos de tanques do exército percorrendo ruas e praças cariocas; não mais fotografam a agonia estampada nos rostos de cidadãos de bem que trabalham e pagam os seus impostos honestamente - estes, o sacrifício de seu trabalho e labor. Por que não fazem mais isso? Será que descobriram que a população carioca não estava ouvindo o seu falso canto de sabiá? Será que perceberam que, se continuassem com a estupidez de se opor ao mínimo de segurança para quem realmente precisa de segurança, os políticos da esquerda bandida e corrupta (os esquerdistas de verdade estão fora destas adjetivações) serão fragorosamente derrotados no dia 07 de outubro deste? Reprisa-se aqui: Para quem se diz político esquerdista, mas ganha um alto salário dos cofres públicos, trabalha em um gabinete classe A, mora em uma mansão ou em um apartamento de luxo, tem carros blindados e motorista particular, transita pelas ruas do Rio de Janeiro sob a proteção de agentes de segurança e não se levanta às 4 horas da manhã para trabalhar, opor-se a intervenção federal é muito fácil, é suave. O Brecht, muito inteligentemente já dizia: Para aqueles que têm boa posição social, falar de comida é coisa baixa. É compreensível, eles já comeram, já estão fartos. Se eu residisse no Rio de Janeiro, estaria muito mais tranquilo em ver passando pela minha porta, constantemente, carros e mais carros do exército, do que traficantes e bandidos armados até os dentes de fuzis que nem o exército brasileiro tem. E, para você leitor desta coluna que vai à urna no dia 07 de outubro escolher o seu candidato a presidente da República, da direita canalha ou da esquerda bandida e corrupta, preste muito atenção nas suas propostas para a segurança pública. Mas já posso antecipá-las: Muitas chantagens; muitas ilusões perdidas; muitas promessas que jamais serão cumpridas; muito gogó; muito festim com lantejoulas, confetes e serpentinas; muitas palavras ao vento etc. Você quer a prova dessa terrível abordagem? Ei-la: de 1985 para cá, governos de direita e de esquerda assumiram o poder central, o Palácio da Alvorada. Mas, qual deles investiu pesadamente em segurança pública no Rio de Janeiro e nos outros estados da federação? Não se iluda mais. Um grande cerco a Brasília é preciso, urgente! A Constituição de 1988 está ultrapassada, velhaca. Só haverá segurança se você sair do imobilismo e lutar pelos seus legítimos direitos. Reflita.

Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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