O Rio de Janeiro em transe, em vez de o Rio de Janeiro continua lindo (capítulo 4)

Segunda-Feira, 19/03/18

O Rio de Janeiro em transe, em vez de o Rio de Janeiro continua lindo (capítulo 4)

Dia 16 deste, no Rio de Janeiro, um mês de intervenção federal; e não intervenção militar como querem os esquerdistas inconsequentes e corruptos até a medula. Mas, o Rio de Janeiro continua violento; continua em tempos de ódio, terror, crimes e massacres, mesmo que em dosagens menores. Hoje, a cidade que já foi a segunda Capital da República é a terra onde os fracos não têm vez, onde fracos são abatidos. Por quê? O que há por trás dessa história trágica? Haverá solução em curto, médio ou longo prazo para o Rio de Janeiro voltar a ser lindo? Só o futuro dirá! De uma coisa se tem plena certeza: os bandidos-políticos-ratos que se infiltraram na administração pública carioca brincaram de fazer política suja da pior espécie, e o povo carioca não percebeu isso. Que pena! Porém, se percebeu, não tomou as devidas providências; preocupando-se tão somente em cair no samba, suor, gandaia e cerveja, bem como mostrar ao mundo o melhor carnaval em matéria de luxo, tecnologia, beleza e criatividade. E, não satisfeitos com estes prazeres efêmeros, ainda que culturais, constantemente superlotou, e ainda superlota, aos domingos, o Maracanã (O Maraca para os íntimos). A história de todas as civilizações tem mostrado que somente o povo traça o destino do povo, e que somente o povo muda a história do povo. Olha a Revolução Francesa aí, gente! E nestas últimas décadas o povo carioca traçou o seu destino, para pior. Ele não quis mudar sua história. Ele permitiu que governadores bandidos, prefeitos lacaios, deputados estaduais gatunos, vereadores larápios, deputados federais assaltantes e juízes desonestos e aliados ao crime organizado destruíssem o estado, promovendo o desmonte de todas as estruturas administrativas sérias responsáveis pela ordem e pelo progresso e bem-estar da Cidadania Carioca (com c e d maiúsculos mesmo). Ainda há possibilidades de se recuperar o tempo perdido? A política no Rio de Janeiro pode voltar a ser coisa séria? A segurança do povo carioca ainda pode ser um projeto sério e exequível, e não uma brincadeira dos moleques e dos larápios da política que governa e governou o Rio de Janeiro? PODE! PODE! PODE! Tudo depende do povo carioca. Olha Brecht de novo aí, gente! “Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos transformá-la; de quem depende que a opressão acabe? De nós! De quem depende que a opressão prossiga? Também de nós! Que os perdidos se levantem e que os esmagados lutem! Os derrotados de hoje serão os vencedores de amanhã! Continua no capítulo 5. Foto desta coluna-fonte: https:brasl.elpais.com/brasIl/2018/02/24...

Professor Jorge Barros.

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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