O Rio de Janeiro em transe, em vez de o Rio de Janeiro continua lindo (capítulo 2).

Segunda-Feira, 26/02/18



A intervenção federal no Rio de Janeiro é um jogo político de Michel Temer, o campeão de impopularidade? Ela é uma saída honrosa por ele não ter conseguido emplacar a reforma da previdência? Ela é um atestado de óbito da segurança pública do segundo maior estado da federação? Ela é uma medida necessária e suficiente para por fim a onda de violência e de criminalidade que atormentam milhões de cariocas cotidianamente? Você decide; você sempre decidiu. Porém, de uma coisa se tem certeza: para os cariocas que estão sob o fogo cruzado e que não têm certeza do hoje e, muito menos do amanhã, a intervenção federal foi necessária, mas não sabem se é suficiente. Vários debates e entrevistas têm sido feitos com filósofos, sociólogos, professores, políticos, cientistas e outros entendidos no assunto, em que muitos deles são contrários à intervenção federal no Rio de Janeiro. Argumentam que ela é apenas uma medida paliativa; é uma medida populista e não resolverá, em longo prazo, o problema da insegurança no Rio de Janeiro. Os mais teóricos e sapientes sempre deixam claro que, no momento, o Rio de Janeiro não está precisando de uma intervenção federal, e sim de investimentos em educação, em geração de emprego e renda, em projetos que visem a melhoria da qualidade de vida dos cariocas, em mudanças estruturais nas polícias civil e militar e no corpo de bombeiros etc. Teoria belíssima, admirável, correta, não resta a menor dúvida. Mas, bom seria se os coordenadores dos debates e os entrevistadores perguntassem estes políticos, teóricos, filósofos e cientistas, professores se eles teriam igual posicionamento se tivessem perdido para bandidos e o terror do crime organizado pais, filhos, irmãos, tios, netos, sobrinhos, esposas, maridos e outros membros da família. Outras perguntas que deveriam ser feita: Os senhores, que são contra a intervenção federal no Rio de Janeiro, aceitam o desafio de morar com a família, por um ano, em uma das regiões mais temidas e violentas deste estado? Aceitam o desafio, por um ano, do confronto com a violência, com o crime organizado, com narcotráfico, com o derramamento de sangue e com a morte? Certamente os filósofos das noites da boemia e da vadiagem filosófica dariam respostas saindo pela tangente. Interpretar o sofrimento, a dor e a miséria dos moradores do Rio de Janeiro é fácil, viver com a dor, o sofrimento e a miséria não é. Reprisa - se aqui: Com intervenção federal ou sem intervenção federal no Rio de Janeiro, chegou a hora de cercar Brasília, o centro de toda a promiscuidade, de todos os vícios e da prostituição política brasileira que tem destruído a vida dos homens de bem desta nação; os homens que pagam regularmente os seus impostos e querem uma vida digna. No dia 07 de outubro você irá à urna votar em qual bandido-político para presidente? Você será o culpado pela continuidade dos bandidos - políticos no poder. Continua no capítulo 3.

Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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