O Messias, de Handel - bom seria se ouvíssemos esse concerto no Centro de Cultura de Jequié

Sexta-Feira, 14/12/18

O Centro de Cultura de Jequié, vítima de uma política cultural mesquinha e nociva à sociedade, patrocinada pelo governo do estado da Bahia, não divulga a música, o canto, os recitais; em plena época de natal, corais natalinos estão mudos dentro de sua caixa cênica ; quartetos de vozes masculinas saudando o natal não ecoa entre as suas quatro paredes; vozes femininas, também nesta época, não são ouvidas para a saudação do evento de Belém; orquestras sinfônicas nele não se apresentam; em seu palco não são expostas e interpretadas partituras de Mozart, Handel, Bach, Beethoven, Chopin, Wagner, Schubert, Vivaldi, Vila Lobos, Ravel, Tchaikovsky, Stravinsky e tantos outros nomes de peso da música clássica. O brilhante (era) Centro de Cultura de Jequié, inaugurado em 25 de outubro de 2000, não tem pauta para arte, não está a serviço das diversas estéticas da arte da música e do canto, não promove o bem-estar da sociedade jequieense no que diz respeito ao acesso aos bens artístico-culturais etc. O Centro de Cultura de Jequié não tem pauta para a arte da música e do canto, mas tem pauta para formaturas. Quanta pobreza! Quanta vergonha! Quanta miséria! Quanto descaso! Reprisando: A sociedade jequieense é culpada pela sua própria miséria artístico-cultural e pelo sua pobreza e desvalorização social. No dia 01 de novembro passado, tive o prazer de assistir, no Teatro Municipal de São Paulo, ao concerto O Messias, de Handel. Uma música para os homens e para o espírito. O ingresso custou R$ 5,00 (cinco reais). Também seria interessante assistir a esse concerto no Centro de Cultura de Jequié, e pelo mesmo preço. Quando isso acontecerá? Nada é impossível de mudar (Bertolt Brecht). Foto: escadaria do Teatro Municipal de São Paulo.

Professor Jorge Barros



Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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