Em Jequié, vai tudo bem com a barragem de pedra?

Domingo, 03/02/19

Diante de tantas desgraças causadas pela ganância do homem, diante de tantas cenas de horror e desespero propiciadas por uma conjuntura política e social corrupta que só tem trazido sofrimento aos brasileiros, não custa nada (ou quase nada) questionarmos tudo o que está ao nosso redor. Em Jequié, a barragem de pedra faz parte desse tudo. Inaugurada em 1969, no governo de Luiz Viana Filho, ela, um belíssimo complexo sistema de contenção de águas, sem dúvida alguma, muitos benefícios têm trazido a Jequié e região; isso é inquestionável. Porém, cinquenta anos não são cinquenta meses e, tampouco, cinquenta dias. De lá pra cá, as estruturas feitas de concreto e de ferro já se desgastaram com o tempo. O tempo é cruel com os materiais expostos na natureza; sempre foi, e não é à atoa que a velhice é muito diferente da juventude. Suportar trilhões de metros cúbicos de água por dia é missão de grande envergadura. Na natureza, nada permanece inatingível; tudo é mutável. Daí, cabe-nos a preocupação constante com as obras feitas pela mão do homem, que, por si só, é repleto de erros, de incertezas, de dúvidas e de imperfeições. Eis um fatalismo da vida: bens materiais podem ser recuperados, eles vão e podem voltar, mas a vida só tem uma única partida, a ela só foi concedida uma única ida; depois de perdida, só as lembranças nos restam. Vai tudo bem com a barragem de pedra? Ela continua a oferecer segurança aos moradores de Jequié e Região? Os que residem em suas vizinhanças podem dormir tranquilos e sem sobressaltos? Com a palavra o executivo, o legislativo, o judiciário jequieenses e os demais que podem responder por esse grande complexo composto de areia, cimento, brita, ferro e outros matérias. À barragem de pedra, parabéns pelos seus cinquenta anos de vida. E que Deus prolongue esses anos de vida! Amem!

Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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