Debate na BAND – O teatro do absurdo dos candidatos a presidente

Hoje, 12/08/18

Debate na BAND – O teatro do absurdo dos candidatos a presidente

Teatro do absurdo, como o próprio termo sugere, é um tipo de teatro em que o irreal é a tônica; em que só vale o absurdo do absurdo. Esperando Godot, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, é a peça mais famosa do teatro do absurdo, do teatro das contradições. Nela, dois mendigos, no palco, esperam por Godot porque sabem que ele nunca virá; Godot é o atestado de óbito da esperança, afirma o autor. Não há uma definição clara sobre a personagem Godot. Ela pode ser um emprego, um presidente honesto, um deputado não corrupto, um senador que honre a Constituição, um prato de comida, uma casa, uma roupa nova etc. Para a campanha para presidente, foi dada a largada, e os eleitores incautos começam esperar por Godot, que não virá, obviamente. O que esperar dos candidatos, cuja campanha política já começa pautada em campeonato de mentiras e canalhices, em festival de palavras ao vento, em promessas que jamais serão cumpridas e em aplicação de técnicas de enganar, de seduzir e de utilizar máscaras de todo o tipo para roubar o eleitor? Na última quarta-feira, dia 08, a BAND promoveu o primeiro debate entre os principais candidatos a presidente da República. Compareceram ao mesmo Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Henrique Meireles, Marina Silva, Guilherme Boulos, Cabo Daciolo e Ciro Gomes. Lula (o presodenciável) não pôde comparecer porque está preso em Curitiba; e lá ficará por muito tempo. A sua condenação pela apropriação ilegal do Sítio de Atibaia vem aí, e será mais devastadora do que à condenação pela posse, também ilegal, do Triplex X. No debate, nenhum candidato mostrou-se à altura do cargo; nenhum deles mostrou conhecimento em História do Brasil, em Sociologia, em Geografia, em literatura geral e em Macroeconomia. Apenas expuseram intenções subjetivas, dúbias e enganadoras. Nenhum deles expôs de forma explícita e contundente como resolver os cruciais problemas nossos de cada dia no tocante à saúde, à segurança, à educação, à economia e desenvolvimento, à reforma da previdência, às questões ambientais etc. Lamentavelmente, com o eleito que sairá desse bloco de sujos e outros mais, e com a Carta Magna (Constituição Brasileira) corrompida, envelhecida e apodrecida, o Brasil continuará na Rua da Amargura. Repriso: Ou cercamos Brasília (STF, STJ, STE, SENADO, CÂMARA DOS DEPUTADOS, PALÁCIO DO PLANALTO, PALÁCIO DO JABURU) ou então continuaremos na miséria latente. Eu, por meu turno, já anexei o valor da multa ao meu título de eleitor, porque não irei à urna no dia 07 de outubro. Enquanto não cercar a cidade causadora de todas as nossas desgraças e sofrimentos políticos (Brasília), esse ato cívico está suspenso, infelizmente. E você, mais uma vez vai deixar se enganar pelo canto desafinado dos candidatos a presidente que estão páreo? Faça a revolução também.

Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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