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Segunda-Feira, 30/07/18

Na coluna anterior foi exibida a tabela criminosa com os assombrosos ganhos de um deputado federal, totalizando R$ 170.333,97 (cento e setenta mil e trezentos e trinta e três reais e noventa e sete centavos). Estes ganhos, certamente, não saciam a fome por dinheiro e poder da grande maioria dos a que residem em Brasília e se dizem representantes do povo brasileiro. Uma prova disso é o envolvimento de muitos deles na Operação Lava Jato, o maior escândalo de corrupção envolvendo dinheiro público, que se tem notícia até hoje. Executivos da Odebrecht, da OAS, da Andrade Gutierrez e de outras empreiteiras, em delações premiadas, mostraram como operavam (e ainda operam) para comprar a consciência e o caráter da grande maioria dos políticos que se elegeram para zelar e honrar a Constituição Cidadã de 1988. Mas eles estão soltos e zombando de nosso sofrimento porque o foro privilegiado (imunidade parlamentar) dá cobertura a todos os ladrões-políticos, a corruptos de terno de grife e de gravata de seda. Para a nossa vergonha maior, quando tentam punir o ladrão - parlamentar, ele dorme na prisão, mas durante o dia está no plenário da câmara para fazer conchavos e votar contra os trabalhadores e desonrar a Constituição. Centenas de cadeias estão cheias de pessoas que furtaram um pote de manteiga, uma lata de leite, um pacote de arroz, um pacote de bolacha, uma lata de óleo etc. De ladrões pequenos e miseráveis, as cadeias estão cheias, mas andando pelo caminho, há muitos ladrões-políticos e empresários de colarinho. Outra façanha dos ladrões - parlamentares: com raras exceções, só trabalham de terça à quinta-feira. Às sextas-feiras, com passagens pagas pelos nossos impostos, deslocam-se para as suas cidades para desfrutarem dos bens adquiridos na vida política (fazendas, chácaras, balneários, mansões, apartamentos de luxo); Às segundas - feiras, novamente com passagens pagas pelos nossos impostos, deslocam-se para Brasília, mas só para trabalharem no dia seguinte. Porém, milhões e milhões de trabalhadores que vivem do irrisório salário mínimo, trabalham de segunda a sábado; muitos deles nem aos domingos descansam. No dia 07 de outubro, você ainda terá coragem de eleger o seu deputado-federal-bandido para se enriquecer na política, enquanto você vive uma vida miserável sem direito a uma saúde decente, a uma educação de qualidade, à segurança, enfim, sem direito a tudo que lhe faça um cidadão de bem e feliz? Junte-se a milhões de brasileiros e, primeiro, cerque o prostíbulo chamado Brasília. A Constituição Brasileira de 1988 já apodreceu. Em breve, relatos da doce vida de um deputado estadual.

Professor Jorge Barros





Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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