As ideias do grande escritor Érico Veríssimo ainda permanecem atuais

Quarta-Feira, 09/05/18

As ideias do grande escritor Érico Veríssimo ainda permanecem atuais

Analisando um mundo governado por bandidos-políticos, criminosos, assaltantes, corruptos -de-plantão e outras personagens de uma história de páginas sujas, o escritor Érico Veríssimo assim se expressou: Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa , é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões , aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto. Corrobora com esse contundente pensamento o dramaturgo Bertolt Brecht ao afirmar que: Exige-se muito do escritor quando se pede a ele que escreva a verdade. E muitos (geralmente os canalhas) têm medo da verdade; ou querem sufocá-la. Nesta coluna as verdades sempre serão publicadas, não obstante a inquietação e os ataques daqueles que são partidários da mentira e de um processo político corrupto quando defendem o seu bandido-político de estimação. Os tais se enquadram perfeitamente na definição pós-moderna do ministro Luiz Roberto Barroso: Uma mistura do mal como atraso somado a uma pitada de psicopatia.

Professor Jorge Barros.

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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