aeroporto

Quinta-Feira, 12/09/19

Muitas cidades foram edificadas com a marca do progresso permanente; foram edificadas com o símbolo do progresso contínuo em sua história e constituição. Em qualquer época, em qualquer estação, os seus habitantes têm a certeza de que a melhoria da qualidade de vida é um desafio constante; e sua busca não deve ser interrompida independentemente de crises políticas e econômicas. E, por isso, eles (os seus moradores) lutam, integram-se, participam, elegem políticos COMPETENTES e comprometidos para o executivo e legislativo, reivindicam os seus legítimos direitos etc. É o caso da cidade vizinha Vitória da Conquista. Ao percorrer suas ruas, praças e comércio, o visitante, mas pode ser o consumidor, tem a ligeira impressão de que se encontra em uma capital - ainda que pequena - de algum estado brasileiro. Além de seu progressivo e dinâmico comércio, Vitória da Conquista tem um dos mais modernos e eficientes aeroporto, inaugurado no mês passado. Segundo relatos divulgados na grande mídia, esse novo aeroporto tem a capacidade para a movimentação (decolagem e aterrisagem) de quinhentos mil passageiros por ano. Alguém tem dúvida quanto à continuidade do desenvolvimento social, econômico e cultural dessa cidade? Mas em Jequié, o seu aeroporto, que em um precioso tempo foi um dos símbolos do desenvolvimento desta cidade, continua abandonado, esquecido, maltratado, avacalhado, sujo, zombado, descaracterizado e na escuridão e no silêncio da noite. Jequieenses, em 2020, continuem a votar em políticos ruins, corruptos, interesseiros, “INCONPETENTES”, trapaceiros, que barganham acordos políticos em troca de cargos e dinheiro, bem como sem nenhum compromisso com a evolução e o progresso econômico, histórico, social e cultural de Jequié. Continuem a desonrar o voto; continuem a trocar o voto por alguns míseros reais; continuem a trocar o voto por cestas básicas, blocos, cimento etc; continuem a trocar o voto por tapinhas nos ombros e por um copo de cerveja; continuem a se prostituir no mundo político corrupto e viciado, e depois não chorem o subdesenvolvimento, as perdas e danos; depois não chorem a sua própria desgraça. A foto desta coluna (chamamento para a Noite de Vigília em defesa do Aeroporto de Jequié, no dia 28 de março de 2015) exibe uma pequena demonstração de que nem todos são covardes, omissos, fracos, imbecis, idiotas e inúteis. Alguns tiveram, têm e terão a coragem de lutar pelo desenvolvimento econômico e o crescimento desta terra. Em que categoria você se enquadra? Em que lado dessa história você está? Livro e filme indicados nesta coluna. Livro: O teatro de Shakespeare, de Sérgio Viotti, Editora WMF Martins Fontes. Filme:

Professor Jorge Barros.

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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