A maioria esmagadora do eleitorado brasileiro conivente com os criminosos da política

Quinta-Feira, 30/08/18





Incontestavelmente, a maioria esmagadora do eleitorado brasileiro é culpada por todas as desgraças políticas que acontecem neste país. Culpada por insistir em mandar para Brasília e para as assembleias legislativas deputados gatunos para se enriquecerem ilicitamente à custa da fome, da pobreza e da miséria latente dos brasileiros, e sob o manto maldito do foro privilegiado; culpada por abarrotar as câmaras de vereadores de falsos representantes alinhados com prefeitos corruptos e supremamente incompetentes; culpada por eleger governadores lacaios e comprometidos com o que tem de mais sujo e vergonhoso na política do “é dando que se recebe” com deputados da sua base aliada; culpada por mandar para o Palácio do Planalto trapos e teias de aranhas de partidos políticos e de coligações fraudulentas; culpada por se alienar completamente da vida política do país, nunca fiscalizando e exigindo os seus legítimos direitos garantidos na Constituição Cidadã de 1988; culpada por ser avessa à leitura e à busca de conhecimentos sobre assuntos políticos e administração pública; culpada por insistir em fazer do voto um objeto de compra e venda, prostituindo as mais simples relações entre eleitor e candidatos, entre política e ética, entre vida pública e vida privada; culpada por manter, sem qualquer reação, o lixo fétido, a podridão e o esgoto imundo do Supremo Tribunal Federal (STF), do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Eleitoral (STE); culpada por só se preocupar e se envolver com futebol, carnaval, samba e outras atividades que não apontam um caminho político para a saída da crise institucionalizada. O que esperar de um eleitorado que coloca no topo das pesquisas um candidato a presidente da república, condenado em segunda instância a doze anos e meio de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro e corrupção passiva? Desse eleitorado espera - se tudo, menos ética, sensatez, reflexão e, muito menos coerência política. Eu não tenho nenhum bandido político de estimação. E você? Não acredito e não tenho confiança em nenhum dos candidatos a presidente que estão na disputa prometendo um novo Brasil, mas que será governado por políticos velhos com as mãos sujas de lama. Ou a população brasileira marcha até Brasília para cercar o prostíbulo político lá instalado, ou então nada mudará a partir de 01 de janeiro de 2019. Só irei à urna depois do cerco e da extinção desse maldito prostíbulo.

Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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