A campanha para presidente em 2018 e o baile de máscaras de todos os candidatos.

Segunda-Feira, 14/05/18





Aproxima-se o grande dia, o dia D, o dia fatal: 07 de outubro. Nesse dia, milhões de brasileiros, como cordeirinhos conformados com a sua triste sorte e triste sina, irão às urnas para a escolha do novo mandatário da Nação, o novo poderoso do Palácio da Alvorada, que governará com uma Câmara de Deputados (piscina) cheia de ratos, com um Senado (covil) cheio de ladrões e com ministros gatunos no pior sentido da expressão. Certamente, mais uma vez, esses cordeirinhos deixar-se-ão enganar por promessas vãs, por mentiras com verniz de verdade, e por palavras e frases de efeitos carregadas de demagogia multicolorida. Todos os candidatos têm consciência de que os pobres constituem a maioria do eleitorado e, por conseguinte, esses pobres elegerão pela k-ésima vez, o próximo presidente. Pobres se enganam mais facilmente, não resta a menor dúvida. E, mais uma vez, esses eleitores serão enganados; serão trapaceados em sua perspectiva de um projeto de boas intenções. Que pena que não aprendem nunca; que pena que não enxergam a verdade dos fatos e que não colocam a razão no lugar do pão. Ser pobre não significa não poder usar a consciência e não poder manifestar-se. Tomada de consciência hoje significa, sem sombra de dúvida, um grande cerco a Brasília, a cidade de todos os vícios e pecados políticos dessa república podre. Ou cercamos Brasília ou tudo continuará no mesmo. Não obstante o tempo de propaganda político-partidária ser reduzido, o show de cinismo e de falsidade ideológica de todos os candidatos será mantido. Eles sabem que campanha política no Brasil é um Baile de Máscaras, e que cada um deve usar bem a sua. Proclamado o resultado final do pleito, é hora de tirá-la. É hora de dizer aos eleitores enganados que o Brasil está falido, está quebrado. Eis o relatório macabro do eleito: Não há recursos para investir em uma educação de qualidade; o salário mínimo continuará sendo mínimo; os recursos para a saúde não terão reajustes nos próximos dois anos (azar de quem morrer nos corredores de hospitais); não haverá investimento em infraestrutura; antes de um pesado investimento em segurança, deverá ser feito um grande debate com todos os prefeitos e governadores (azar de quem tombar em uma poça de sangue, vítima da violência, antes desse debate); o Brasil precisa quitar sua dívida pública com banqueiros credores nacionais e estrangeiros; os brasileiros devem dar mais um voto de confiança ao novo governo; o governo precisa criar outros ministérios para dinamizar a administração pública federal etc. Diante desses relatos, você irá à urna votar em algum bandido político para presidente? Você já escolheu o seu bandido político para presidente, seja ele do PSDB, PT, MDB, PSC, PCdoB, PTC, PV, PCB, REDE, PSL, PST, DEM, PDT, PSB, PSOL, PSTU, PP...? Antes de ir à urna, cerque Brasília. O homem fraco morre, o homem forte combate (Bertolt Brecht).

Professor Jorge Barros

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


Deixe um comentário:



Captcha