2018, apesar dos horizontes perdidos em 2017.

Terça-Feira, 26/12/17



Estamos nos aproximando do ano de 2018, e torcemos para que ele seja melhor do que o ano de 2017; que, diga-se de passagem, em matéria de situação política e corrupção, não deixará saudade para milhões de brasileiros que sonham com um Brasil de justiça social, com um Brasil de todos os brasileiros. 2017 entrará para os anais da História da República como ano dos escândalos explícitos e vergonhosos por volta da meia-noite (a hora mais escura) patrocinados pelo presidente Michel Temer e seus seguidores fiéis. 2017 será visto também como ano em que o legislativo, o executivo e o judiciário estão afinados pela mesma clave (peça para afinar instrumentos musicais) para a prática da violência contra a Constituição Cidadã, a Constituição de 1988. Em que país que tem a classe política sintonizada com a população, que tem o judiciário atento à Constituição estabelecida pelos seus cidadãos e a população vigilante e atuante às questões sociopolíticas, estariam de pé todos os bandidos que se elegeram para cargos políticos no legislativo ou no executivo brasileiro, sejam eles de partidos de direita, de esquerda, de centro-direita, de centro – esquerda ou de outra denominação qualquer? Hoje, em matéria de roubalheira do dinheiro público, você consegue distinguir quem é de direita, de esquerda ou de outra denominação qualquer? Se você tem medo dessa verdade, que tal fazer uma retrospectiva histórica dos episódios Mensalão e Lava Jato para perceber que nem tudo que reluz é ouro! Em 2017 os nossos Prezados Canalhas da política brasileira roubaram os nossos horizontes porque deixamos, porque nos alienamos. Mostramos que até aqui somos fracos. E quando os bons são derrotados não é porque os maus são fortes, e sim porque os bons são fracos (Bertolt Brecht). Uma sociedade que se cala diante de tantos desmandos políticos, de tanta corrupção e dos mais cruéis atentados à cidadania, não tem perspectiva de um presente de esperança e de um futuro melhor. Em 2018, os horizontes perdidos podem ser achados; tudo depende de uma nova consciência política e de uma nova ordem. E essa nova consciência política e nova ordem alertam: Brasília deve ser urgentemente cercada, ou então nada mudará, isto é, continuaremos a perder horizontes.

Professor Jorge Barros.

Jorge Barros

Jorge Barros

Professor da UESB, poeta, ator e agitador cultural


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